quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Aulas 7 e 8 Reflexões:

Ao longo dessas semanas tenho observado vários pontos positivos e negativos durante minhas aulas. Primeiramente os pontos positivos são: não há indisciplinas, problemas de conversas paralelas que atrapalham o andamento das aulas, ou mesmo dispersão por parte dos alunos, todos procuram se empenhar para a realização dos exercícios propostos. Pontos negativos: o quantitativo de alunos é muito variável, toda aula surgem novos alunos o que obriga a recapitulação dos conteúdos da aula passada, a maioria não busca contextualizar os conceitos teóricos discutidos durante suas apreciações musicais quer seja no lar ou qualquer lugar, o que facilitaria durante nossas discussões em sala de aula sobre andamento, tempos fortes e fracos, movimento básicos sobre regência, a maioria não busca desenvolver o lado musical, como por exemplo, a fórmula de compasso de uma música qualquer que se ouve, aonde se situa os tempos fortes e fracos. Vale ressaltar que toda aula sugiro que busquem compreender tais conceitos através da prática, ou seja, tentar achar o andamento da música que se ouve num dado momento de lazer, descontração, achar os tempos fortes e fracos, a fórmula de compasso, depois reger a música, pois assim trará a eles uma compreensão dos conteúdos abordados.
A prática é que os levará a perfeição, não adianta querer reger os hinos na hora “H”, isso os deixará mais inseguros e indecisos. Algo interessante é que conforme estão tendo as aulas de música na igreja, o bispo os tem designados a reger os hinos durante as reuniões da igreja, sendo um pianista, um regente, e toda congregação cantando os hinos. No domingo passado, 12 de outubro, tivemos como pianista a aluna "CIGLANA" e como regente a aluna "BELTRANA", ambas são irmãs com a diferença de idade de cerca de 5 anos, e sinceramente fiquei contente com o desempenho delas.  A pianista, a princípio estava nervosa, mas com o decorrer da reunião se saiu muito bem. A regente, estava muito apreensiva em realizar os movimentos básicos de regência, porém conseguiu executá-los bem. 
Logicamente que ambas não tocaram e regeram com perfeição, em dados momentos a pianista errava algumas notas ao piano, e a regente errava alguns movimentos na regência, mas obtiveram sucesso por fazerem o melhor que podiam. Acredito que o sucesso está aliado a isso, em fazer o melhor em que está a seu alcance, todos nós sabemos que um bom músico não se faz da noite para o dia. Faço uma breve comparação com a citação de Harris e Hawkesley relacionada ao processo composicional, aliada ao processo de aprendizagem musical.
“Quando os alunos selecionam e organizam sons em uma peça de música, por mais simples que suas tentativas possam ser, ainda assim estão compondo” (HARRIS e HAWKESLEY, 198, p. 2-3).

Assim, como o Swanwick disse certa vez, precisamos educar nossos ouvidos para a apreciação, á medida em que aprendemos a escutar, ou seja, conforme eles aprendem os conceitos teóricos sobre música e tenta alia-los na hora da apreciação, o resultado será mais produtivo, consequentemente os trará novos conhecimentos musicais. 
Aulas 5 e 6 Reflexões:

Durante essas aulas revisei alguns conceitos teóricos, como as figuras musicais, os tempos fortes e fracos, as fórmulas dos compassos quaternário, ternário e binário. Para ilustrar um pouco dos tempos fortes e fracos utilizei o pandeiro para realizar breves ritmos enfatizando o tempo forte e distinguir das batidas fracas, para que os alunos pudessem compreender a diferença entre o quaternário, binário e ternário. Após realizar esses breves exercícios e interagir com os alunos, fomos para as figuras musicais utilizando nomenclaturas de fácil compreensão, como por exemplo, a semibreve (Dá-a-a-a), mínima (Dá-a), semínima (Dá), e duas colcheias (Dá-Ná), quatro semicolcheias (Ti-Ke-Ta-Ke) com isso realizamos breves exercícios rítmicos com as figuras musicais para melhor compreensão. Os alunos participaram e corresponderam de forma positiva, e conforme compreendiam os conteúdos propostos, explicava outras terminologias técnicas, como por exemplo, o sinal de ritornelo, sua função dentro da música, o travessão que separa cada compasso, a barra dupla, para que servem. 
Conforme explicava no quadro o significado de cada um desses itens contextualizava-os com o hinário padrão da igreja para que pudessem identifica-los. Fizemos vários exercícios rítmicos com a escrita no quadro. 
De maneira geral os alunos têm compreendido os conteúdos propostos, nesse estágio em especial, não convivi com as indisciplinas, conversas paralelas ou algo do tipo, mas senti variação na frequência das aulas por conta de ser aos domingos à tarde e talvez por isso tenha variado bastante. 
O nível de conhecimento musical da turma é bem básico, e o objetivo central das aulas era habilitá-los a ter noções mínimas para reger os hinos da igreja durante as reuniões ou mesmo no lar, e ainda o canto coral para que pudessem contextualizar os conceitos teóricos com a prática musical direta. Logicamente que esse projeto não visa o ensino formal aplicado a um dado instrumento musical, mas sim em dar noções mínimas a esses alunos, sobre o ritmo, o andamento, fórmulas de compasso, tempo tético, anacrústico, figuras musicais, e noções básicas sobre regência. 

Aulas 3 e 4 Reflexões:


Para essas aulas revisei alguns conceitos teóricos abordados na aula passada, como o pulso, tempos fortes e fracos, as fórmulas de compasso, breves exercícios para ensiná-los os movimentos básicos de regência e dar lhes o mínimo de conhecimento sobre música. 
Tenho utilizado uma linguagem mais simples, para facilitar a compreensão deles. Ainda sim a maioria tem bastante dificuldade em compreender os conteúdos propostos. Assim, para ajuda-los, usei exemplos musicais do próprio hinário, para facilitar a compreensão, por justamente ser do conhecimento da maioria, e ainda outros tipos de música para ampliar a visão do conceito que tem sobre música. 
Para ilustrar a aprendizagem musical da turma, tenho utilizado exemplos musicais, terminologias de fácil compreensão, como por exemplo, nomear as figuras musicais com silabas que facilitem a compreensão, a semínima sendo tá-a, colcheias ta-da, semicolcheias ti-que-ta-que, dentre outras formas. Para os conceitos sobre regência tenho desenhado a forma de realizar os movimentos com os braços para as fórmulas de compasso, quaternário, ternário, binário, no quadro negro, e depois praticado com os alunos.
No quesito avaliação da aprendizagem, julgo ser eficaz, pois tenho os observado após as aulas com eventuais perguntas relacionadas ao conteúdo ensinado, sem contar com o desejo em buscar novos conhecimentos relacionados aos assuntos abordados. 
No geral a implementação dessas aulas de música na igreja tendo sido uma experiência interessante, já que conheço a maioria deles, e vejo que estão começando a desvendar alguns mistérios relacionados à música, além da associação dos conteúdos propostos das aulas há outros estilos musicais, como por exemplo, qual é a fórmula de compasso dessa música, onde estão os tempos fortes e fracos, o andamento é lento, rápido, o som dos instrumentos, etc. 
Nessa turma possui alguns alunos que estão iniciando os estudos no piano, e de certa forma, as aulas tem contribuído a compreensão da escrita musical não só a esses alunos, mas a todos. 
Na igreja as músicas são geralmente escritas no pentagrama, e quando se forma algum coral, os arranjos são escritos para piano e vozes, e de certa forma isso acaba estimulando os membros a buscar compreender os conceitos musicais sobre o pentagrama.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Debate e reflexões sobre o estágio

O encontro presencial foi bem produtivo, pudemos trocar um pouco das experiências desse estágio. Algo interessante é a autonomia que estamos exercendo nesse estágio, pois antes a maioria demonstrava um pouco de receio, medo, e às vezes dificuldades em conduzir uma aula, mas no geral todos nós amadurecemos, estamos mais confiantes na hora da atuação em sala de aula.

Aulas 1 e 2 Reflexões:

Nessa aula inicial abordei alguns conceitos teóricos sobre teoria musical, como por exemplo, o que compreendem como sendo música, o que é o ritmo, a melodia, a harmonia, baseando tais conceitos no hinário padrão da igreja para melhor compreensão. Ainda, o que seriam os tempos fortes e fracos, a pulsação musical, andamento, pois na igreja em que estou estagiando é de praxe haver uma pessoa regente para os hinos e outra tocando o piano juntamente com toda a congregação cantando, assim tais ensinamentos visam capacitar os membros pelo menos terem uma ideia sobre a notação musical, seus valores, nomenclaturas, além dos movimentos básicos para reger as fórmulas de compasso, binário, ternário e quaternário.
O ensino coletivo tem sido aplicado, mesmo por que a frequência de alunos durante as aulas tende a sofrer variações, por conta de ser um curso de música gratuito. No decorrer das aulas utilizei diversos áudios de músicas de vários estilos musicais, para caracterizar algumas fórmulas de compasso, como por exemplo, o samba, o choro, o baião, para os compassos binário simples, e o pop rock, balada para associar o quaternário, a valsa para o ternário, etc. Aproveitarei para não só mostrar onde se encontram os tempos fortes e fracos aos alunos, mas também para treinar os movimentos básicos de coordenação para a regência.
Durante as aulas utilizo um irmão para tocar o piano, por justamente contar com a interpretação de cada pianista, e ainda sim para treinar os alunos a compreenderem se o hino é tético, anacrústico, acéfalo, ou mesmo para mostrar como deverá proceder quando estiver como regente a frente da congregação. Quando não tem ninguém que toque o piano, utilizo áudios dos hinos com várias interpretações diferentes para que possam entender, e treinar a regência.
Como avaliação da aprendizagem, a princípio estão um pouco perdidos por conta de ser algo novo a grande maioria deles, acredito que no decorrer das aulas estarão mais a vontade e preparados para compreender os conteúdos propostos.
O que estou levando em conta para efeito de avaliação é a participação dos alunos, o interesse nos conteúdos propostos.
Durante as aulas busquei utilizar materiais de costume dos membros da igreja, como o hinário da igreja, para o conteúdo musical hinos que os alunos conheçam, além disso, estou priorizando utilizar uma linguagem mais simples para que todos consigam absorver o mínimo possível.
Nesse sentido Bondía (2002) ressalva a ideia da “aprendizagem significativa”, como o sujeito sendo o buscador da informação primeiramente, depois opina sobre algo em questão de forma própria, crítica e pessoal. Assim, acredito os alunos estão na condição inicial de sujeitos buscando a informação, no caso, nas aulas de música, depois começaram a opinar, desfrutar de novos saberes, provar novas fontes.