domingo, 9 de outubro de 2011

Resenha do livro "Cartilha de Jazz"

Minha intenção com o trabalho livro foi a de facilitar a compreensão do Jazz e buscar difundir mais este estilo musical tão rico e livre. Por eu ser baterista, dei mais ênfase ao instrumento bateria e aos seus executores, somente os mais conhecidos e importantes, já que a alma de toda a música é a percussão. Deste modo segue a minha resenha sobre as pesquisas realizadas e sobre o livro publicado na plataforma.
O jazz é uma manifestação artístico-musical originária dos Estados Unidos. Tal manifestação teria surgido por volta do início do século XX na região de Nova Orleans e em suas proximidades, tendo na cultura popular e na criatividade das comunidades negras que ali viviam um de seus espaços de desenvolvimento mais importantes.
O Jazz se desenvolveu com a mistura de várias tradições musicais, em particular a afro-americana. Esta nova forma de se fazer música incorporava blue notes, chamada e resposta, forma sincopada, polirritmia, improvisação e notas com swing do ragtime. Os instrumentos musicais básicos para o Jazz são aqueles usados em bandas marciais e bandas de dança: metais, palhetas e baterias. No entanto, o Jazz, em suas várias formas, aceita praticamente todo tipo de instrumento.
As origens da palavra Jazz são incertas. A palavra tem suas raízes na gíria norte-americana e várias derivações têm sugerido tal fato. O Jazz não foi aplicado como música até por volta de 1915. Earl Hines, nascido em 1903 e mais tarde se tornou celebrado músico de jazz, costumava dizer que estava "tocando o piano antes mesmo da palavra "jazz" ser inventada".
Desde o começo do seu desenvolvimento, no início do século XX, o Jazz produziu uma grande variedade de subgêneros, como o Dixieland da década de 1910, o Swing das Big Bands das décadas 1930 e 1940, o Bebop de meados da década de 1940. O Jazz latino das décadas de 1950 e 1960, e o Fusion das décadas de 1970 e 1980. Devido à sua divulgação mundial, o Jazz se adaptou a muitos estilos musicais locais, obtendo assim uma grande variedade melódica, harmônica e rítmica.



Vida dos músicos

Art Blakey (1919-1990) Baterista

Art Blakey é um dos maiores bateristas do jazz. Juntamente com Big Sid Catlett, Kenny Clarke e Max Roach, forma o quarteto dos pais da bateria contemporânea. Blakey pontificou basicamente em dois estilos: o Bepop e principalmente o Hard Bop (do qual é um dos artífices), mas também se interessou por outras formas de percussão étnica que alargaram os horizontes do jazz. Além de tocar com Miles Davis e Thelonious Monk, Blakey foi também fundador, líder e catalisador de um grupo bastante influente, que ao longo de décadas teve diversas formações: Os Jazz Messengers. Os Jazz Messengers podem ser considerados uma verdadeira academia de jazz: por ali passaram nomes do quilate de Horace Silver, Lee Morgan, Wayne Shorter, Freddie Hubbard e Wynton Marsalis, entre outros.
O drumming de Art Blakey é poderoso, vital, sempre carregado de energia. Seus solos freqüentemente possuem um caráter espetacular, explosivo. Blakey era de fato um mensageiro do jazz: tudo fazia para promover a prática do jazz e percorreu o mundo em incontáveis turnês. Visivelmente se divertia e se realizava na música: colocava-se de corpo e alma na música que estava tocando. Também é importante ressaltar que ele era um baterista incomparável como acompanhante: por exemplo, a sua colaboração com Thelonious Monk é notável pelo entrosamento que consegue estabelecer com um dos pianistas mais notoriamente difíceis de se acompanhar.


Gene Krupa (1909-1973) Baterista, Bandleader 

Baterista, bandleader e showman, Eugene Bertram Krupa nasceu em Chicago, onde começou sua carreira ainda adolescente. Caçula de nove irmãos, aos onze anos arrumou um emprego limpando janelas em uma loja de instrumentos e partituras chamada Brown Music Company; com o dinheiro recebido resolveu comprar o instrumento mais barato da lista - uma bateria.
Entusiasmou-se com a ideia de tocar bateria e começou a procurar jovens músicos em sua escola e em chás dançantes para tocar com ele. Em breve suas atividades musicais começaram a interferir em sua vida acadêmica, dormindo frequentemente na classe. Na tentativa de agradar sua mãe resolve ir para uma escola religiosa (St.Joseph´s School), onde estuda com o professor de formação clássica, Pr. Ildefonse Rapp. Um ano mais tarde, abandona a escola para dedicar-se à carreira de baterista.
Descobre uma banda de músicos brancos que toca em um teatro na zona sul (South Side) de Chicago, da qual fazia parte um baterista chamado Dave Tough, de quem tornar-se-ia amigo e seguidor. Tough o leva para ouvir a King Oliver´s Creole Jazz Bandque estava de passagem por Chicago, e o jovem encanta-se com o estilo do baterista negro Baby Dodds, sendo esse seu novo ídolo. Krupa impressionou-se tanto com o estilo de Dodds que passou a dedicar-se quase que integralmente ao estudo do jazz negro. Naquela época músicos negros eram proibidos de tocar com brancos.
Em 1927 Krupa participa regularmente de jam sessions em um clube chamado Three Deuces que incluía o trompetista Bix Beiderbecke, o clarinetista Benny Goodman (seu futuro patrão) e integrantes da Austin High Gang, com quem faz sua primeira gravação. Gravam quatro faixas: “China Boy”, “Sugar”, “Nobody´s Sweetheart” e “Liza” pela gravadora Okeh. Essa gravação não só é a primeira a registrar uma formação que incluía baixo e bateria - os técnicos de gravação daquela época não acreditavam ser possível gravar o baixo junto com o bumbo da bateria - como é um marco na definição do jazz de Chicago.
Apesar de seu visual de rebelde - cabelos revoltos e mascador de chiclete - Krupa era um músico extremamente disciplinado e estudioso.
Toca por algum tempo na banda do trompetista Red Nichols e então participa da banda da produção da Broadway Strike Up the Band, dos irmãos Ira e George Gershwin. Em 1934, o produtor John Hammond convence Krupa a integrar a orquestra de Benny Goodman, que então tinha como arranjador Fletcher Henderson. A transmissão do programa de rádio de Benny Goodman Let´s Dance para todos os EUA através da NBC trouxe rápido reconhecimento do talento de Krupa.
Após desentendimentos que já vinham da época das jam sessions em Chicago - Goodman achava que Krupa exagerava no virtuosismo - deixa a orquestra do bandleader para formar a sua própria, que contava com a presença do trompetista Roy Eldridge e da cantora Anita O´Day. A orquestra foi um sucesso até o ano de 1943, quando Krupa foi preso por posse de maconha e ficou preso por oitenta dias, saindo sob fiança. Volta por um curto período para a orquestra de Benny Goodman, antes de integrar a de Tommy Dorsey. Consegue formar sua orquestra novamente, e tem grande êxito até 1951 quando, influenciado pelo bebop, começa a tocar com formações menores, sendo um dos únicos bandleaders da era do swing a se modernizar.
Em 1960, sofre um ataque cardíaco e reduz drasticamente suas aparições, participando esporadicamente de reuniões da orquestra de Tommy Dorsey. Morre em 1973, e apesar de estar sob tratamento para leucemia, sua morte foi atribuída a outro ataque cardíaco.




Airto Moreira (1941) Baterista, Percussionista

Vivendo nos EUA desde 1967, Airto Moreira desenvolve trabalhos ligados a world music e é professor de Etnomusicologia na UCLA. Atua também como produtor e educador em diversos países. Reconhecido por produtores e maestros como o percussionista mais popular do mundo, é inegável a sua contribuição para o desenvolvimento e manutenção do alto nível da chamada worldmusic. Entre os artistas de renome mundial, com quem ele já se apresentou e gravou, estão Antonio Carlos Jobim Miles Davis, Chick Corea, Wayne Shorter, Herbie Hancock, Stanley Clarke, Carlos Santana, Gil Evans, Gato Barbieri, Paul Simon, Quincy Jones, entre outros.
Airto Moreira nasceu, em 1941, em Itaiópolis – interior de Santa Catarina –, e viveu seus primeiros anos em Curitiba. Antes mesmo de literalmente andar com as suas próprias pernas já batucava no chão cada vez que ouvia no rádio uma música ritmada. Se isso preocupava a sua mãe, o mesmo não acontecia com a sua avó que reconheceu o seu potencial e o encorajou-o a se expressar musicalmente. Aos seis anos de idade, já recebia elogios pelo seu modo de cantar e tocar percussão. Em seguida, a emissora de rádio local lhe deu um programa que ia ao ar todas as tardes de sábado. Aos treze anos tornou-se músico profissional tocando percussão, bateria e cantando em bandas de baile. Aos dezesseis anos mudou-se para São Paulo, passando a apresentar-se regularmente em casas noturnas e programas de televisão como percussionista, baterista e cantor.
Em 1965, no Rio de Janeiro, conheceu a cantora Flora Purim. Flora foi para os Estados Unidos, em 1967, e, logo depois, Airto a seguiu. Uma vez em Nova Iorque, começou a tocar com músicos importantes como Reggie Workman, JJ Johnson, Cedar Walton e o baixista Walter Booker. Foi através de Booker que começou a tocar com Cannonball Adderley, Lee Morgan, Paul Desmond e Joe Zawignul. Em 1970, Zawignul indicou Airto para uma sessão de gravação com Miles Davis, para o álbum“Bitches Brew”. Depois disso, Davis convidou-o, junto com Hermeto Pascoal, para juntar-se ao seu grupo que, na época era composto por alguns ícones do jazz comoWayne Shorter, Dave Holland, Jack De Johnette, Chick Corea e, mais tarde, John McLaughlin e Keith Jarrett. Airto integrou a grupo de Miles Davis por dois anos aparecendo em “Live/Evil”, “Live at the Fillmore”, “On the Corner”, “The Isle of Wight”,“Bitches Brew” e, mais tarde, nas apresentações de Fillmore.
Airto foi convidado para integrar a formação original doWeather Report com Wayne Shorter, Joe Zavignul, Miroslav Vitous e Alphonse Mouzon, tendo gravado com eles o álbum “The Weather Report”. Logo em seguida juntou-se ao grupo original Return to Forever de Chick Corea com Flora Purim, Joe Farell e Stanley Clarke com o qual gravou os álbuns: “Return to Forever” e “Light as a Feather”. Em 1974 formou, com Flora Purim, a sua primeira banda nos Estados Unidos: Fingers.
Ficou conhecido nos os anos 70 e 80, como um dos percussionistas mais populares do mundo. Seu domínio sobre os instrumentos, aliado à sua habilidade em tirar o som certo no momento exato, fez dele o número um na lista dos produtores e bandleaders. Seu trabalho com Quincy Jones, Herbie Hancock, George Duke e Paul Simon, Carlos Santana, Gil Evans, Gato Barbieri, Michael Brecker.
Airto vem promovendo a causa da música percussiva em todo o mundo como membro do “Planet Drum Percussion Ensemble”, junto com Mickey Hart, baterista do “The Grateful Dead”, que inclui também o grande especialista em conga Giovanni Hidalgo e o virtuoso tablista Zakir Hussein, do mesmo modo que Flora Purim, Babatunde Olatunji, Sikiru e Viku Vinakrian, com o qual receberam o Grammy em 1991, na categoria ‘World Music’. O instrumentista contribuiu ainda para o Grammy recebido pela Dizzy Gillespie’s United Nations Orchestra na categoria ‘melhor álbum de jazz ao vivo’. Também compôs e tocou a sua “Brazilian Spiritual Mass” em um especial de duas horas para a TV Alemã, com a WDR Philharmonic Orchestra em Colônia. Essa rara performance foi registrada em vinil para o selo Harmonia Mundi e licenciada em vídeo distribuído em todo o mundo. Mais recentemente, foi músico convidado da Boston Pops Philharmonic Orchestra em especial para a PSB TV e também com o Smashing Pumpkins no “Unplugged” da MTV, com o grupo japonês de percussão Kodo e no último CD “Exciter” do grupo Depeche Mode.
Seu disco “Killer Bees” para o selo Melt2000, que tem como convidados Herbie Hancock, Stanley Clarke, Chick Corea, Mark Egan e Hiram Bullock, foi um dos álbuns mais aclamados pela crítica no mercado europeu. Seu disco solo “Homeless”, lançado em 2000, é considerado um álbum de alta energia com ritmos tribais e continua balançando o chão das casas de dança em todo o mundo. Outros lançamentos nesse selo incluem o grupo Fourth World com José Neto e Flora Purim. Sua canção ‘Celebration Suite’ foi re-mixada no ano passado pelo grupo DJ Bellini Brothers e recebeu o título ‘Samba de Janeiro’ Essa faixa permanece em primeiro lugar na categoria “dance music” em 26 países da Europa, Ásia e América Latina.
Em 2000, foi mais uma vez votado como o percussionista número um pelos leitores da Downbeat Magazine. Airto acaba de gravar um álbum com o grupo japonês de percussão Kodo, no qual foram incluídas duas de suas composições: ‘Maracatu’ e ‘Berimbau Jam’, ‘Maracatu’ foi escolhida por ser uma das músicas oficiais da copa do Mundo de 2002 e serviu como tema da cerimônia de abertura do evento no Japão. Como professor no Departamento de Etnomusicologia da UCLA, vem abrindo novos horizontes em termos de conceitos musicais e energia criativa. Divide o seu tempo entre as gravações em estúdios, workshops e shows, criando novos projetos incluindo DVD Surrond Sound, bem como pesquisando novos materiais para futuras performances nos Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina.

Miles Davis (1926-1991) Trompetista

Miles Dewey Davis Jr (Alton, 26 de Maio de 1926 – Santa Monica, 28 de Setembro de1991) foi um trompetista, compositor e bandleader de jazz norte-americano.
Considerado um dos mais influentes músicos do século XX, Davis esteve na vanguarda de quase todos os desenvolvimentos do jazz desde a Segunda Guerra Mundial até a década de1990. Ele participou de várias gravações do bebop e das primeiras gravações do cool jazz. Foi parte do desenvolvimento do jazz modal, e também do jazz fusion que originou-se do trabalho dele com outros músicos no final da década de 1960 e no começo da década de1970.
Miles Davis pertenceu a uma classe tradicional de trompetistas de jazz, que começou com Buddy Bolden e desenvolveu-se com Joe "King" Oliver, Louis Armstrong, Roy Eldridge e Dizzy Gillespie. Ao contrário desses músicos ele nunca foi considerado com um alto nível de habilidade técnica. Seu grande êxito como músico, entretanto, foi ir mais além do que ser influente e distinto em seu instrumento, e moldar estilos inteiros e maneiras de fazer música através dos seus trabalhos. Muitos dos mais importantes músicos de jazz fizeram seu nome na segunda metade do século XX nos grupos de Miles Davis, incluindo: Joe Zawinul, Chick Corea e Herbie Hancock, os saxofonistas John Coltrane, Wayne Shorter, George Coleman eKenny Garrett, o baterista Tony Williams e o guitarrista John McLaughlin.
Como trompetista Davis tinha um som puro e claro, mas também uma incomum liberdade de articulação e altura. Ele ficou conhecido por ter um registro baixo e minimalista de tocar, mas também era capaz de conseguir alta complexidade e técnica com seu trompete.
Em 13 de Março de 2006, Davis foi postumamente incluído no Rock and Roll Hall of Fame. Ele foi também incluído no St. Louis Walk of Fame, Big Band and Jazz Hall of Fame, e no Dow Beat's Jazz Hall of Fame.


 Louis Armstrong,  Cantor, Trompetista

Louis Daniel Armstrong (Nova Orleans, 4 de agosto de 1901 — Nova Iorque, 6 de julho de1971) foi um cantor, compositor, instrumentista, trompestista, cornetista, saxofonista, escritor, letrista, arranjador, produtor musical, ator, tenor, maestro e ativista político e social estado unidense, considerado "a personificação do jazz". Louis Armstrong é famoso tanto como cantor quanto como solista, com seu trompete.
Em 19 Março de 1918, Satchmo (a alcunha de Armstrong) desposou Daisy Parker de Gretna, Louisiana. Eles adotaram uma criança de 3 anos, Clarence Armstrong, cuja mãe, a prima de Louis, Flora, morrera no parto (problematica mental). Clarence Armstrong foi doente mental (resultado de uma pancada em tenra idade) e Louis passaria o resto da sua vida a tomar conta dele. Louis divorciou-se de Daisy e pouco depois, esta faleceu.
Durante as suas experiências de "Riverboat", a música de Armstrong começou a amadurecer. Aos vinte anos, já conseguia ler partituras e começou a tocar grandes e prolongados solos de trompete, sendo um dos primeiros Jazzman a fazê-lo e introduzindo a sua personalidade e estilo nos seus solo turns. Ele acabara de aprender como criar um som único, e começara a cantar nas suas performances. Em 1922, Armstrong foi para Chicago, por convite de Joe "King" Oliver, para se juntar à sua "Creole Jazz Band" onde ganhava o suficiente sem ter de atuar nos velhos clubes noturnos. Chicago, a cidade do vento, estava povoada de muitos negros, que após trabalharem nas fábricas, tinham algum dinheiro para gastar numa ida ao bar.
Armstrong viveu em Chicago no seu próprio apartamento, com a sua própria casa de banho privada (a sua primeira). Entusiasmado de se encontrar nesta cidade, começou a escrever cartas nostálgicas aos seus amigos em Nova Orleans. À medida que a carreira de Armstrong crescia, ele era desafiado a "cutting contests" (competições nas quais um músico tenta roubar o emprego do outro tocando melhor do que ele) por “hornman” tentando acabar com o novo fenômeno. No entanto, falharam. Armstrong fez as suas primeiras gravações nas Gennett e Okeh labels (os recordes de jazz estavam a começar a rebentar por todo o país), incluindo alguns solos e breaks, enquanto segundo trompete na banda de Oliver em 1923. Por esta altura, ele conheceu Hoagy Carmichael (com quem ele colaboraria depois) que foi introduzida por Bix Beiderbecke, seu amigo, que agora possuía a sua "Chicago band".
A sua segunda mulher, a pianista Lil Hardin Armstrong, fez com que Armstrong desenvolvesse o seu novo estilo afastado de Oliver. Ela convenceu o seu marido a tocar música clássica nas igrejas, para aperfeiçoar o seu estilo e a experimentar a tocar sem banda, além dos solos, e com coral religioso. A influência de Lil determinou eventualmente a relação entre Armstrong e o seu mentor, especialmente as questões do salário e dos dinheiros adicionais que Oliver afastava dele e dos outros membros da banda. A banda desfez-se em 1924 e Armstrong foi convidado a ir à cidade de Nova Iorque para tocar com a Fletcher Henderson Orchestra, a banda Américo-Africana de mais sucesso naquele período. Louis aprendeu como tocar em orquestra pela primeira vez.
Armstrong rapidamente adaptou-se ao mais controlado estilo de Henderson e os outros músicos rapidamente tomaram Armstrong como um músico emocional e natural.
Durante esta altura, Armstrong efetuou várias gravações, arranjadas por um seu velho amigo de Nova Orleans, o pianista Clarence Williams, estas incluíam concertos de banda Williams Blue Five (na qual Armstrong entrava), alguns solos de jazz e uma série de acompanhamentos com tocadores de Blues, incluindo Bessie Smith, Ma Rainey e Alberta Hunter.
Armstrong regressou a Chicago em 1925 devido à sua mulher, que queria incentivá-lo a prosseguir com a sua carreira. Ele gostou muito de Nova Iorque e admitiu que a Henderson Orchestra era bastante limitada. Ele começou a fazer gravações com o seu próprio nome com os famosos Hot Five e Hot Seven, produzindo grandes êxitos como Potato Head Blues, Muggles (uma referência à marijuana) e West End Blues.
O grupo incluia Kid Ory (trombone), Johnny Dodds (clarinete), Johnny St. Cyr (banjo), a mulher de Armstrong e, normalmente, nenhum tamborista. Sobre Armstrong, St. Cry disse: "One felt so relaxed working with him...he always did his best to feature each indidual" ("Todos relaxavam ao trabalhar com ele...ele fazia sempre o seu melhor para realçar cada um dos membros da banda.") As suas gravações com o pianista Earl "Fatha" Hines e a introdução de Armstrong em West End Blues permanecem as mais famosas influências na história do Jazz. Armstrong era agora livre para desenvolver o seu estilo pessoal como ele quisesse.
Armstrong também tocou com "Erskine Tate's Little Symphony", no teatro de Vendome. Eles forneceram música para filmes mudos e shows ao vivo, incluido versões de música clássica "jazzeadas" entre as quais Madame Butterfly, o que proporcionou a Armstrong experiência com novos tipos de música e actuações perante uma grande audiência. Tornaram-se a banda de Jazz mais famosa na América.
Após separar-se de Lil, Armstrong começou a tocar no café Sunset para Joe Glaser, um associado de Al Capone. Na Carrol Dickerson Orchestra, com Earl Hines no piano, que rapidamente foi transformada na Louis Armstrong's Stompers, Armstong fez amizade vitalícia com Hines e dirigiu, pela primeira vez, um grupo musical.
Armstrong regressou a Nova Iorque em 1929, onde ele tocou na orquestra do musical Hot Chocolate e fez uma partipação especial na banda de Charles John Degoniah. Ele começou a trabalhar no Connie's Inn em Harlem, o segundo clube nocturno mais famoso da Grande Maçã. Armstrong teve também um sucesso considerável com as gravações vocais, incluindo versões das famosas músicas compostas pelo seu velho amigo Hoagy Carmichael. As suas gravações de 1930 ganharam vantagem total devido ao "ribbon microphone" (microfone de peito) sobre todas as outras gravações de bandas da época, com menos qualidade. A mais famosa foi: "Stardust", que até hoje permanece uma das gravações com mais lucro de Armstrong.
A Depressão dos anos 30 atacou de forma violenta o jazz. Bix Beiderbecke faleceu e a banda de Fletcher Henderson dispersou-se. Muitos músicos deixaram de tocar nos clubes noturnos e alguns deixaram mesmo de ser músicos. King Oliver fez algumas gravações, mas não tiveram êxito nenhum. Sidney Bechet tornou-se alfaiate e Kid Ory regressou a Nova Orleans para criar galinhas. Armstrong deslocou-se para Los Angeles em 1930 à procura de novas oportunidades. Ele tocou no New Cotton Club em L.A. com Lionel Hampton nos tambores. Em 1931 Armstrong apareceu no seu primeiro filme: Ex-Flame. Ele regressou a Chicago em Dezembro de 1931 e tocou nas bandas de Guy Lombardo e Raphael Minsby onde foi relembrado pelo público. Viajou por quase todos os estados e em Março de 1934 regressou a Nova Orleans, onde foi recebido como um herói. Ele patrocinou uma equipe de basquetebol local, "Armstrong's Secret Nine", e deram-lhe o seu nome a um tipo de cigarro. Mas pouco tempo depois, ele regressou à estrada e foi novamente esquecido, o que fez com que ele fugisse para a Europa.
Após regressar aos E.U.A., ele tomou várias longas e exaustivas digressões. O seu agente, Johnny Collins, fez com que Armstrong ficasse com pouco dinheiro. Ele despediu-o e contratou Joe Glaser, que resolveu as suas dividas e os seus processos.
Ele regressou ao cinema e participou num programa de radio, Rudy Valley's Show, em que ele entrevistou muitos músicos e tocou alguns solos. Divorciou-se de Lil em 1938 e casou com a sua nova namorada, Alpha.
Após muitos anos na estrada, ele fez residência em Queens, Nova Iorque. Em 1943 com a sua quarta mulher, Lucille. Apesar de alguns ataques racistas (roubar o correio, atirar pedras a casa) integrou-se com os negros e alguns brancos do seu bairro.
Durante os trinta anos seguintes da sua vida, Armstrong tocou inúmeros solos e com inúmeras bandas, participou de filmes. Enfrentou algumas críticas por parte dos ativistas negros norte-americanos, pelo fato de não militar mais ativamente no movimento dos direitos civis. Porém é preciso lembrar que, naquela época, Louis já se aproximava dos 60 anos de idade, e pertencia a uma geração diferente daquela que estava assumindo a linha de frente dos protestos e da militância no final dos anos 50 e ao longo dos anos 60. Armstrong trabalhou até os seus últimos dias, e morreu dormindo em sua casa, em Nova Iorque, em 6 de julho de 1971.




sábado, 24 de setembro de 2011

Curiosidades

 Jazz um ritmo antigo, porém atual
Muito já se falou e escreveu sobre a dificuldade de se definir o jazz. Uma linha afirma que o jazz não é o que se toca, mas como se toca. Pode-se dizer que dois elementos são absolutamente necessários em uma performance de jazz: o swing e a improvisação.
Nenhuma apresentação ou gravação de jazz está completa se não tiver algum trecho improvisado. Uma peça de jazz cem por cento escrita e fixada em partitura é uma contradição – já que o jazz por definição é um estilo musical do improviso – desta forma, peças como a "Suíte para Flauta e Piano de Jazz", de Claude Bolling, não pode ser classificada como sendo jazz. Fazer jazz significa assumir um risco: o risco de se confrontar com o silêncio e preenchê-lo com um discurso inédito e próprio, o risco de ser um "compositor instantâneo", como dizia Charles Mingus*.
Hoje em dia, os gostos musicais nos permitem cultivar todos os gêneros de jazz, desde o dixieland até o experimentalismo free, dos velhos e bons standards às mais ambiciosas composições originais para grandes formações. Mas qual seria o estilo de jazz próprio dos dias de hoje? Talvez o jazz feito com instrumentos eletrônicos - samplers e seqüenciadores - num cruzamento com o tecno e o drum´n´bass. Se esse jazz possui a consistência para não se dissolver como tantos outros modismos, só o tempo dirá.




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Charles Mingus


*Charles Mingus – 22 de abril de 1922 à 05 de janeiro de 1979 – contrabaixista, compositor e ocasionalmente pianista de jazz. É colocado entre os grandes nomes do mundo do Jazz, tendo gravado vários álbuns muito apreciados pelos amantes deste estilo musical. Foi também influente e criativo músico, porém com um terrível temperamento que lhe rendeu o apelido Angry man of jazz (o zangado homem do jazz). Este comportamento negativo acabou por comprometer a sua integridade musical, resultando em autênticas cenas de raiva no palco, mas é considerado, ao lado de Thelonious Monk e Duke Ellington, um dos três maiores compositores do Jazz.




Curiosidades


“JAZZ - HISTÓRIA”
                                                                              

O Jazz é um estilo musical nascido do blues, das work songs dos trabalhadores negros norte-americanos que surgiu nos EUA por volta do início do século XX, é originado de manifestações artístico-cultural da cultura afro-americana, que colocavam em suas canções um idioma musical africano traduzido pelo estilo spirituals, que nada mais são do que canções de sentimentos religiosos.
O termo jazz começa a ser utilizado no final dos anos 10 e início dos anos 20, para descrever um tipo de música que surgia nessa época em New Orleans, Chicago e New York com os primeiros músicos e criadores deste estilo musical, que até hoje são considerados marcos deste movimento cultural.
O Jazz passou por uma extraordinária sucessão de transformações durante o século XX, é notável como essa música se modificou tão profundamente em 120 anos de sua existência.
A evolução do jazz, assim como a das demais artes, seguiu um padrão de movimento pendular, com tendências que se alternam apontando em direções opostas. No seu início com as dixielands, já nos anos 30 surge o primeiro estilo maciçamente popular do jazz – o swing – que, por ser dançante e palatável, agradou às multidões durante a época da guerra. Em 1945 surge o estilo menos popular – o bebop – que foi revisto e ampliado em 1950 – o hard bop. Como uma proposta intelectualizada e em resposta à agressividade dos estilos anteriores surge o cool jazz, que está para o jazz assim como a música de câmara está para a música erudita. O cool e o bop dominaram os anos 50, até a chegada do experimentalista free jazz traduzindo as incertezas dos anos 60, que em seu final vê a fusão do jazz com o rock, que resultam em obras de todos os gostos.
Sendo assim o Jazz é um estilo musical bastante harmônico e que permite cultivar todos os seus gêneros, desde o dixieland até o free, desde os velhos e, porque não, amados Standards  até as mais ambiciosas composições originais – destinadas a grandes formações. E qual seria o mais apropriado para o hoje? Como respostas podem apostar em jazz com instrumentos eletrônicos entrelaçado com o tecno e o drum’n’bass. Se isto irá durar somente os anos poderão nos dizer.
Fontes:
http://www.jazz.com - Categoria: Portal / Informação

http://www.allaboutjazz.com - Categoria: Informação / Jornalismo

Curiosidades


 
Tecnologia
(Letra e música Fábio Eugênio de A. Ferreira)
G               D                        Em         C  
Tecnologia é a gica que encontra o mundo
É a transformação da informação, comunicação efetiva dos dados
É a noite de um futuro brilhante de fato é a origem de uma nova linguagem
É a lógica que estrutura e sustenta a nossa atualidade
O infinito dentro de poderosos processadores (D7)
1x
 
Tecnologia é a gica que encontra o mundo
É a transformação da informação, comunicação efetiva dos dados
Am                       C
Gerando e recuperando
 Fornecendo possibilidades
Abrindo novos caminhos
                              D7
Tornando-os realidades
2x
 
Tecnologia é a gica que encontra o mundo                                       
É a transformação da informação, comunicação efetiva dos dados

Observações:
O refrão tocado na segunda vez é executado em faid out.