Aulas 9 e 10 Reflexões:
Nessas aulas em especial, comecei a
trabalhar mais com a prática, aliada aos conceitos teóricos abordados ao longo
das aulas, como os tempos fortes e fracos, as fórmulas dos compassos simples,
como o quaternário, o ternário e o binário, juntamente com seus respectivos
compassos compostos, para orientá-los na hora de reger. Para ilustrar um pouco
dos tempos fortes e fracos, utilizei o áudio de alguns estilos musicais na
tentativa de leva-los a uma compreensão mais eficaz. Infelizmente a grande
maioria deles errou praticamente tudo, para encontrar a fórmula de compasso da
música em questão. Algo interessante é que quando visualizam a escrita musical,
como por exemplo, nos hinários da igreja, parece que associavam melhor a música
tocada ao piano com a métrica, consequentemente conseguiam reger melhor, do que
apenas ouvir um áudio qualquer e tentar localizar os tempos fortes e fracos.
Assim, dei mais ênfase nesse quesito, identificar o andamento, depois os tempos
fortes e fracos da música, com isso, saber qual fórmula de compasso estava em
questão.
No geral os alunos esboçaram desejo em
participar, mas apresentaram bastante dificuldade, para encontrar a métrica das
músicas e onde se situavam os tempos fortes. Nas palavras de Bondía (2002), “o sujeito da experiência se define não por sua
atividade, por sua passividade, por sua receptividade, por sua disponibilidade,
por sua abertura”, mas sim na maneira da “exposição” a uma dada atividade
juntamente com todos seus riscos, ou seja, é impossível haver experiência a
aquele que “nada ocorre”, (BONDÍA, 2002, p. 24) somente o indivíduo experiente
é que estará suscetível a uma autotransformação. Outrossim, esses alunos precisam realmente
praticar, se expor literalmente a música de uma forma ativa, ou seja, tentar
compreender um pouco do que está havendo ao ouvir uma determinada música, mesmo
que seja de maneira simples, como por exemplo, tentar compreender a métrica, o
andamento, e assim por diante.
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